Mas acha que há assim tanta diferença entre fingir e falar a sério? [Arthur Schnitzler, A Cacatua Verde]
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
O carro da lama
Domingo, 28 de Junho de 2009
Imortal
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Aqueles que representam o tempo das nossas vidas
Poema de sexta-feira à noitinha
O cão acorrentado
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Fígado de porco
Os meus
Uma casa abandonada
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
A beleza
Paul Newman - entre as duas fotos passaram cerca de 50 anos.Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Quem guarda os nossos animais durante as férias?
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
O parto da Morena
Domingo, 21 de Junho de 2009
Da batata
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso ! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção ! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro !
Tornai Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !
Lá nos Andes profundos, lugar onde a Shirley MacLayne recebeu há décadas a visão do Paraíso, e onde eu também o respiraria inteiro, se lá pudesse ir, continuam a viver os índios que primeiro as cultivaram há 10 mil anos, e a fazê-lo da mesma forma. Batatas bonitas, com formatos invulgares e cores diferentes daquelas a que estamos habituados. Vivem literalmente das batatas que plantam. Ou seja, comem apenas batatas, ao almoço e ao jantar. Se a plantação rendeu, pondem trocá-las entre si, e alternar, às refeições, entre espécies diferentes, o que será um luxo.
Imagino que se dediquem à caça miúda (a reportagem não abordou a questão, mas imagino que sim), no entanto, a economia é de subsistência, com a batata como alimento central.
Achei isto muito bonito, e desejei logo ser uma índia do Peru, com aquele chapelinho negro e as roupas coloridas e manchadas Mas, por culpa de Deus, vejo-me obrigada a ser a mulher que está do lado de fora, sentada ao volante de um Skoda, na berma na estrada, observando a índia do Perú sendo feliz na sua alegre inconsciência de semeadora de batatas, e querendo ser como ela, mas com a minha consciência.
Colocando a literatura de lado, no meu prato de batatas, sei muito bem que não pertenço à Europa. Olho à minha volta e sei que não sou daqui. Agora, por exemplo, olho lá para fora, alcanço o Mar da Palha, o arvoredo do Alfeite, o Barreiro muito ao fundo e sei que este não é o meu lugar. E é triste, sentirmo-nos exilados. Para além de que não se pertencer à Europa não é nada pessoano.
Foto de Michael De Maria, Amanhecer nos Andes, Peru
O futuro da leitura
Sábado, 20 de Junho de 2009
Unhas de gel com terra
As minhas colegas
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Poema da tua mulher

Fernando Ribeiro, Sem Título (Deambulação), detalhe, C-print, 2009
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
O odioso low profile
Domingo, 14 de Junho de 2009
A morte do artista
Acredito, sinceramente, que a teimosia e o orgulho tenham as suas vantagens, em casos particulares. Neste caso, será a morte do artista.
Sócrates ainda não percebeu, o que é grave para um político, aquilo que em ciência histórica é quase uma lei: a evolução faz-se mediante recuos e avanços. Um passo atrás não significa necessariamente uma derrota. Pode querer apenas dizer que naquele momento, e daquela maneira, determinada ideia não é possível.
Nós, as mulheres, que viemos de longe, tivemos de recuar muitas vezes, ao longo do nosso processo de emancipação, autonomia e atribuição de direitos para chegar ao patamar no qual nos encontramos. E chegámos cá.
Ter feito cavalo de batalha do processo de avaliação dos professores, mantendo-se cego e surdo a toda a lógica, foi um erro que pagará caro. Paciência: há quem diga que se aprende, errando.
Sábado, 13 de Junho de 2009
Um cão que sobreviveu ao Vietname
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
8
1. Ter um filho e criá-lo para que seja um ser humano lúcido e justo.
2. Ajudar mais associações de protecção dos animais, do ambiente e de direitos humanos, de preferência envolvendo-me em acções que possam causar benefício ao outro.
3. Viajar pelo continente africano de jipe; América Latina de autocarro, e com mochila às costas; América do Norte, em carro alugado; Tibete, Nepal e Mongólia, a pé e de burro, e por todo o lado com o meu filho.
4. Arranjar forma de ganhar mais dinheiro para realizar estas viagens.
5. Escrever alguns livros, porque posso, e para não me estarem sempre a chatear com o mesmo assunto há 20 anos.
6. Trabalhar com gosto e saúde até à idade da reforma, sem me fazerem sentir lixo, todos os dias, como acontece actualmente.
7. Emagrecer um bocado.
8. Arranjar um terreno para plantar flores, legumes e árvores, e ter os animais à solta.
Quem me passou esta corrente foi a Gi, do Garden of Philodemus.
Apeteceu-me responder, por isso aceitei, excepcionalmente, e agora tenho de a passar a oito pessoas. Escolherei apenas vítimas que conheça e me apeteça pôr a pensar sobre a vida. Portanto, elas serão:
1. Helena em Santa Apolónia, de Linha do Norte
2. Mónica em Campanhã, de Linha do Norte
3. Alexandre, de os espelhos velados
4. JPN, do Respirar o Mesmo Ar
5. Carlos Narciso, do Escrita em Dia
6. Joaquim Carvalho, de Nu Singular
8. Inominável
Domingo, 7 de Junho de 2009
A gente avisou
Não se abstenham
Sábado, 6 de Junho de 2009
Manifesto com um mês de atraso
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Comentários, kaput!
Os principais agentes de transformação da contemporaneidade
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Uma pedra no coração
Ao sábado havia milando*
Quadro III
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Quadro II
Marilyn Monroe, aos 24 ano
Quadro
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Mulheres-máquinas de bebés
Adrian Iliescu, mãe aos 67, em 2005
Por outro lado, ninguém ousa lembrar a um homem de 60 anos, olhe, o senhor desculpe o incómodo, a gente até sabe que, com esforço, ainda levanta a bandeira, mas, sinceramente, não se considera velho demais para ter filhos? Não. Ninguém. Eles são sempre novos para encher barrigas. Conheço muito português que foi pai aos 70, e com grande honra para a sua virilidade. Aquilo é que são homens a sério. Mas as mulheres, com ajuda da ciência, é loucura, o corpo já não dá, etc., etc. É outra coisa.
Janice Wulf , mãe aos 62 anos,em 2006
No mesmo DN, também se pode ler que Jorge Branco, director da Maternidade Alfredo da Costa "também se mostra muito céptico em relação a esta prática". Diz o médico, "O filho nem é dela. Ela empresta o útero para o desenvolvimento de um embrião que não é dela. É um acto médico não recomendável", sublinha.
Patricia Rashbrook, mãe aos 62, em 2006

