domingo, 25 de janeiro de 2015

O fim do mundo é hoje



Muito se irá dizer, nos meios de comunicação, sobre a Grécia, o Syrisa, a Europa, o euro, os PIG’s, o Norte e o Sul, hoje, e nas próximas semanas, e ao correr dos discursos surgirá várias vezes a ideia de perigo e de medo do futuro. 

Os discursos são contagiosos e há que assegurar os incautos.

Os gregos não conhecem o futuro, tal como nós, mas aprenderam uma lição: a União Europeia do grupo fundador pretendeu fazer dos países do Sul, que se juntaram posteriormente, o seu cordeiro de Deus, ideia tão caduca que nem aos animais serve. Não somos cordeiros, não somos gado - crescemos muito, pensamos por nós, temos capacidade, ideias, força criativa, e sabemo-lo, portanto, com ou sem euro, com União Europeia ou sem ela, temos futuro e queremos reconstruir-nos.

Esta é a mensagem que os gregos se preparam para lançar ao mundo, rompendo com as tradicionais forças políticas que até aqui disputaram o poder, e elegendo, para os representar, um partido vindo do desconhecido e sem curriculum ou pergaminhos. Os velhos partidos, conhecem os gregos bem. Já beberam desse cálice e foram mal servidos. Todos nós temos sido.

Como os discursos são contagiosos e os movimentos de massas se propagam, espero que os restantes países do Sul meditem igualmente sobre que futuro querem para si e para os seus filhos, e que reajam. Penso que sim, que vai acontecer. Acredito que as obsoletas questiúnculas entre direita e esquerda serão suplantadas pelo desejo fortíssimo, em cada um de nós, de dar o salto para uma outra realidade na qual tenhamos um nome, não um número. 

Esse novo mundo pode, se quiserem, começar hoje.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Não digas nada. Sobre ti, sei tudo


O empregado da loja não queria acreditar que a senhora não pretendesse facultar o número de contribuinte para a fatura, pois renunciava à possibilidade de ganhar um Audi. 
Os meus concidadãos andam, portanto, a vender ao poder político os quês quandos e ondes das suas vidas privadas, em troca de um bilhete da lotaria.
The Big Brother isn´t watching you. You're the Big Brother, already.

Ministério do Extermínio

Um país cujos cidadãos morrem à espera nas urgências hospitalares, não tem urgências hospitalares, portanto arranjem doenças que tolerem consultas externas marcadas para muitos meses adiante ou aceitem que o único direito que têm é o de morrer calados.

Autoridade Tributária

Nós não pagamos impostos para sustentar serviços públicos de educação, saúde, justiça, tese que nos foi vendida durante anos pela democracia. Pagamo-los para sustentar quem nos mata, nos deseduca e escraviza. Pagamos para ter jugo.